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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Serra e Dilma - Ligados pela homofobia!

Direitos autorais sobre a foto desconhecidos

O conteúdo abaixo foi retirado na íntegra do site O Dia Online - Eleições 2010

Gays protestam contra vice de Serra e homofobia

Intenção de vetar projeto de lei que pune com prisão o preconceito causa indignação


Rio - A afirmação de que José Serra (PSDB), se eleito presidente, vai vetar o projeto de lei que transforma em crime a discriminação a homossexuais, feita por seu vice, Indio da Costa (PSDB), causou revolta entre militantes do movimento gay de todo o País.

Indignados, os principais grupos de apoio a homossexuais do Rio se reúnem hoje para definir uma posição com relação ao candidato. Entidades nacionais serão consultadas para uma decisão conjunta e, na próxima terça-feira, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) também discute a possibilidade de fazer uma manifestação antes das eleições, de exigir a assinatura de um termo de compromisso ou divulgar carta de apoio à Dilma Rousseff (PT).
Pastor Silas Malafaia espalhou outdoors pela cidade: ‘A carapuça serviu?’ | Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia
Como a coluna Informe do Dia mostrou ontem, Indio da Costa disse que ele e Serra atendem a um pedido de evangélicos. Segundo ele, o projeto de lei 122/2006 atenta contra a liberdade de expressão ao punir com prisão manifestações consideradas homofóbicas. Ontem, o pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, admitiu que foi ele quem conversou com Indio, embora o candidato tenha divulgado ontem na internet que O DIA deturpou sua declaração. À noite, porém, Indio confirmou à Revista Veja sua posição.
“É uma lei esdrúxula, vergonhosa. Não é ser contra o direito dos homossexuais, é ser contra criminalizar quem é contra a prática homossexual”, disse o pastor Malafaia.
Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Presidência, Cláudio Nascimento classificou a decisão como conservadora e reacionária. “A lei é importante para a demarcação dos direitos dos homossexuais, nada diferente da proteção contra o racismo e a intolerância religiosa”.
Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, há um mal entendido na interpretação da lei. “Respeitamos as crenças religiosas. O que não pode é fazer apologia à violência. E quem assume a presidência deve cumprir a Constituição e garantir que ninguém seja discriminado”.
Ativista e deputado estadual eleito, o ex-BBB Jean Wyllys também criticou a decisão da chapa de Serra. “Acho lamentável que os dois façam concessão a grupos fundamentalistas cristãos, em vez de garantir os direitos das minorias”.
Indio reafirma ser contra o projeto em entrevista a site
Apesar de ter criticado a manchete de ontem de O DIA — ‘Vice diz que Serra vai ser contra direitos dos gays’ —, à noite, Indio da Costa voltou a falar com um jornalista sobre o projeto e reafirmou sua posição em entrevista ao site da revista Veja, que foi ao ar às 20h50.
“Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize, como propõe o PL 122, as pessoas que têm opinião contrária a essa prática”, afirmou Indio, que, na quarta-feira, ao lado da mulher de José Serra, Mônica Serra, participou de encontro com lideranças evangélicas. Na pauta, entre vários temas, discutiu-se a polêmica em torno do projeto e os evangélicos voltaram a pedir a ele que ajude a impedir a criminalização da homofobia no País.
Na mesma entrevista, Indio da Costa afirma que o texto da petista Iara Bernardi contém excessos e, caso seja aprovado, “haverá liberdade de expressão só para os gays”.

Candidato é polêmico e já foi alvo de CPI
Não é a primeira vez que o vice de Serra chama atenção por declarações e atitudes polêmicas ou ideias mirabolantes. Na campanha do 1º turno, por exemplo, Indio da Costa acusou o PT de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em julho, o candidato disse que mais de um milhão e meio de pessoas já haviam acessado documentos postados por ele em seu Twitter que comprovariam o envolvimento do partido do presidente Lula com os narcoguerrilheiros. “É papo furado essa conversinha de que não pode falar mal do PT”, afirmou. O partido recorreu à Justiça por conta das declarações.

Em 2005, Indio, então secretário municipal de Administração, foi alvo da CPI da Merenda, instalada na Câmara de Vereadores após reportagens de O DIA. O relatório final concluiu que a licitação causou prejuízo aos cofres públicos, mas a investigação foi arquivada pelo Ministério Público.

O candidato ainda responde na Justiça a processo movido por taxista que o acusa de causar acidente de carro na Barra, em 2003. O motorista ficou com sequelas.

Em 1997, o então vereador Indio da Costa quis proibir com um projeto de lei a prática de dar esmolas a mendigos. Propunha até mesmo o recolhimento a albergue de quem fosse flagrado, mas o projeto foi rejeitado por seus pares.
SILAS MALAFAIA : "ELES SÃO O GRUPO MAIS INTOLERANTE”

O pastor evangélico Silas Malafaia se declara uma barreira para os homossexuais. Admitiu que ligou para o vice de Serra, Índio da Costa, pedindo apoio para “não aprovar esse absurdo”.
1. O que o senhor pensa sobre o PL 122?
— Não sou a favor da violência contra homossexuais, mas sou contra criminalizar quem é contra a prática homossexual. Eles se dizem discriminados, mas são o grupo mais intolerante da modernidade porque não suportam críticas. Se meu filho tiver babá homossexual, quero poder demiti-la porque não quero que ele tenha esta orientação. Se homossexuais se beijarem no pátio da minha igreja, quero pedir para que saiam. E não quero ser punido com 3 a 5 anos de prisão.

2. Por que a iniciativa de pedir apoio a Serra?— Não quero que meu presidente seja contra nenhum grupo, mas tenho que me posicionar. Disse a Serra que teria segundo turno e que a comunidade evangélica estava atenta às questões do aborto e do PL 122.
3. Qual a real mensagem no outdoor que espalhou pela cidade?— A carapuça serviu? Eles não são a favor da família? Não são a favor da preservação da espécie humana? Não são macho e fêmea? São o que, andrógenos? É uma mensagem e cada um interpreta como quiser.
Autora: “Serra devia se posicionar”
Autora do projeto de lei 122, aprovado por unanimidade na Câmara e à espera de votação no Senado, a deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, cobrou um pronunciamento público de José Serra sobre o tema.
“Ele é que deveria falar, se posicionar, e não colocar o seu vice para falar por ele, como se fosse um ventríloquo. Essa é mais uma bobagem que o Índio da Costa diz. Ele só fez isso nessa campanha”, criticou.
Segundo Iara, muitas mentiras sobre o projeto foram espalhadas na internet para difamá-lo e prejudicar sua tramitação no Senado. Mas ela está confiante na aprovação.

“Dizem que obriga igrejas a fazer casamento gay, mas não tem nada disso. Muitos senadores progressistas foram eleitos agora, tenho certeza que vão colocar o projeto de novo na pauta”, concluiu.
Reportagem de Celso Oliveira e Paula Sarapu

Links: 
http://www.jota7.com/brasil/4035/silas_malafaia_e_destaque_no_jornal_o_dia.html
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=8&id_noticia=138925

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aborto - A validade e a banalização do debate!


Perante uma nação, o aborto não é questão religiosa, é questão de saúde pública.

A mulher que sente a necessidade de cometer um aborto, tendo ou não o amparo da rede de saúde, o fará!
Se o objetivo é coibir o aborto e/ou assegurar a continuidade da vida, pelo menos a da mulher, é sensato dar-lhe a assistência necessária.

Disponibilizar tratamento físico, psicológico e emocional - com um trabalho bem estruturado, antes da realização do procedimento médico físico, provavelmente induzirá muitas dessas mulheres à desistência da realização de tal ato.

Ignorar a realidade dizendo, com um puritanismo hipócrita, que "O Estado Brasileiro é contra o aborto e a favor da vida!" não garantirá a continuidade da gravidez.

As mulheres desesperadas por razão de uma gravidez indesejada, sem apoio do Estado, sem apoio da família e massacrada por nosso asqueroso modelo social patriarcal, cometerá aborto ilegal sim e, provavelmente, morrerá!

Mulheres em tais situações, muitas vezes não tem esclarecimento algum sobre os procedimentos médicos e perigos da realização de um aborto, as consequências físicas e psicológicas recorrentes, dentre outros detalhes. São mulheres desesperadas e ignoradas pelo Estado.

A atenção do Estado voltada a mulheres nesta situação é questão de saúde pública. Se atendida diminuirá consideravelmente o número de abortos bem como as mortes de mulheres. Veja os dados apresentados abaixo:
  • O aborto ilegal mata uma brasileira a cada dois dias.
  • 15% das mulheres que abortam são católicas, 13% protestantes ou evangélicas, 16% de outras religiões e 18% não responderam ou não têm religião.
  • Segundo o Ministério da Saúde, o aborto é a quarta causa de mortalidade materna no país. No nordeste chega a ser a maior causa.
Aos militantes religiosos de plantão eu deixo o alerta: Influenciar o Estado, que deveria ser laico e igualitário, a negar apoio às mulheres, também incorre em culpa caso elas venham a falecer pelo descaso do mesmo.

É ridículo assistir aos debates sobre o assunto entre os candidatos à presidência de nosso país. Tratam o assunto como se fosse, simplesmente, questão de posicionamento pessoal. 

Precisamos de governantes que olhem para a nação brasileira como um todo e faça política sem exclusão, sem basear-se em preceitos (diria: preconceitos) religiosos.

O Brasil entrou em um loop infinito de desagrados, de greve da cidadania e desespero dos que se propõem a pensar a política e a sociologia por um instante que seja.

Aqui nós temos meios contemporâneos de apedrejamento de mulheres (as tidas como prostitutas ou promiscuas) e fogueira de bruxas - O Descaso!

Por fim, nossa Constituição está sendo desrespeitada. Quando lemos nela que somos iguais perante o Estado, a prática nos mostra que para os governantes e os pretensos ao governo, ela é tão inútil quanto o jornal da semana passada.

Definitivamente, não temos bons candidatos! Os debates são inconsistentes e vergonhosos! Temos pura confeitaria no circo de descaso que é o Brasil!

Fontes: Universidade Livre Feminista e Revista Época                                 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Política não é coisa de Mulher...

Aristóteles define a política como a ciência que busca a felicidade humana. Ele a divide em duas partes: a ética, que busca a felicidade individual e a política, propriamente dita, que busca o bem coletivo. Ao pesquisar formas de governo chegou ao termo democracia, que lindamente confere poder ao povo, sendo assim o "governo do povo".
Afirma ainda que as mulheres, não gozando de plenitude racional, são seres inferiores e devem continuar submissas.
Sófocles, dramaturgo grego, menciona ainda que a mulher “por sua graça natural” deveria “permanecer em silêncio”.
Mesmo hoje, em Estados democráticos e regidos por direitos humanos (como por exemplo: igualdade, dignidade...) as mulheres são submetidas à discriminação, violência, desrespeito...
A instituição familiar, que deveria dar segurança, é o berço dos abusos sexuais e da desigualdade.
Muitos leitores estão pensando: “Existe a Lei Maria da Penha (11.340/2006)...”.
Sim, concordo com vocês! Contudo, a aplicação de tal lei é dificultada pela falta de estrutura policial, social, jurídica e por um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional propondo o retorno da mesma situação que existia antes da Lei.
Segundo Marco Aurélio Nogueira, em sua publicação Em defesa da Política, Política é o principal instrumento para pensar o social como espaço organizado (instituído, articulado por conflitos, antagonismos e hegemonias).
Em toda essa vivência e atuação cabe aos grupos excluídos, como as mulheres, pensar a realidade de modo crítico a fim de sair da situação de desigualdade.
Em nossa sociedade, desde a tenra idade somos condicionados a considerar a mulher apta à maternidade, por exemplo, e inapta à política. A maioria dos grupos sociais é avessa a iniciativas de justos ordenamentos relativos a liberdades sexuais e reprodutivas, assim, enraizando padrões tradicionalistas e criando “currais” de orientação sobre concepções familiares restritas à heterossexualidade monogâmica, inserida em um contexto desigual de favorecimento patriarcal e massacre da mulher – sua identidade, individualidade, sexualidade... -.
Alguns poucos grupos trabalham pela pluralidade e diversidade sexual como regra de convivência.
A história da luta das mulheres trás fatos importantes como o reconhecimento dos direitos civis das mulheres e de filhas e filhos nascidos de relações fora do casamento, aprovação do divórcio (que tramitou por quatro anos no Congresso Nacional), a atual batalha pelo direito de interrupção da gravidez indesejada, antecipação terapêutica do parto em caso de gravidez de fetos anencefálicos, o reconhecimento do assédio sexual como uma violência contra as mulheres e o grande esforço de mobilização contra a misoginia e lesbofobia.
Muitas das reivindicações citadas no parágrafo acima estão em curso e seu êxito depende de organização/mobilização coletiva bem como articulação política.
Mesmo com a mulher inserida no cenário político nacional, os ditos e piadas sobre o “lugar” da mulher na sociedade, a violência domestica e as decisões judiciais que legitimam essa violência demonstram que as posições retrógradas são hegemônicas.
Se não existem forças sociais diversas focadas em pressionar e mobilizar a sociedade, várias leis serão desconsideradas, não somente em um papel, mas na vida real.
Existe o exemplo da história da escravidão no Brasil. Nosso país foi um dos últimos no Ocidente a abolir formalmente a escravidão declarando igualdade, independente de etnia, mediante o Estado. Mesmo assim, ainda hoje convivemos com práticas racistas todo o tempo. Lembrando que a criminalização do racismo (LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.) tão pouco reprime, de fato atos racistas, envolvendo violência física, emocional, desfavorecimentos, etc.
Mulheres que têm e buscam consciência político-social devem assumir a responsabilidade de transmitir para as outras a necessidade de unirem-se e participarem ativamente de movimentos que buscam alcançar os direitos das mulheres dentro da política e da sociedade.

Chico Buarque de Holanda, que é cantor e compositor brasileiro, faz crítica às condições de inferioridades das mulheres de Atenas em comparação com a misoginia e discriminação que a mulher sofre, tanto na época da composição quanto hoje.

quinta-feira, 24 de junho de 2010


Brasileiros ou Figurantes?!
Minha queria amiga Dani respondeu ao post anterior.
Com a autorização dela postarei o comentário com minhas observações abaixo. Obrigada por comentar Dani. Questionar-se é importantíssimo! Parabéns!
Para ver a publicação anterior clique aqui!

Dani:
...Sim, os problemas existem e estão estampados em “nossa cara” para que não os consigamos esquecer.
Tristeza, pobreza, violência, corrupção... Coisas ruins infelizmente acontecem o tempo inteiro, vestidas de todas as cores: verde, amarelo, azul, vermelho, cinza, rosa! Coisas ruins acontecem em todas as estações, em todas as datas comemorativas. ..
Mas será que nós não merecemos algo que nos faça, pelo menos por duas horinhas, tentar “esquecer” um pouco disso tudo? ...Não esquecer de fato, mas tentar nos distrair, sair momentaneamente da realidade... Por que não? ... Qual o problema? ... Será isso uma alienação popular? ... Ou apenas uma distração, uma simples diversão?
Aisla:
Como eu disse no post, Danizinha, não é errado torcer ou se divertir... A questão é que, você pode até ter essa mentalidade de estar se distraindo... e tal... não esquecer da realidade....
Mas de modo GERAL....POPULARMENTE....as pessoas se alienam SIM.
É visível, por exemplo, durante uma eleição. O populato não é patriota quando é necessário. Se as pessoas aproveitassem a copa...o carnaval pra se divertir...torcer pelo time do país...mas chegasse num momento, verdadeiramente, importante pra todo país e também vestissem a camisa e fossem lá “vibrar” e mostrar de fato patriotismo...aí sim...eu não teria motivos para questionar a motivação dessa mobilização toda numa copa em face de todo o desinteresse brasileiro em outras situações grandemente relevantes ...
Dani:
... Em meio a toda aquela terrível enchente no Nordeste, as poucas famílias que conseguiram salvar suas TVs, se reúnem com os amigos para assistir aos jogos e torcer pelo nosso país.. E conseguem, apesar de todo o sofrimento pelo qual estão passando, sorrir, vibrar, se distrair... Isso não é bom? ... Ou eles deveriam chorar o tempo inteiro?
Aisla:
De fato, todo mundo, independente de catástrofe tem direito a diversão.
Mas a minha pergunta é: A galera tem a mesma garra quando se trata de lutar pelos seus direitos, por novas casas, por melhor infra-instrutora urbana? Ou vão curtir a copa do mundo esperando alguma migalha cair do banquete dos políticos?
Você já deu uma volta pelo Nordeste (a parte pobre/miserável) e viu a realidade de famílias que, exemplificando, nem mesmo tem energia elétrica em casa?
Dani:
...Não estamos fechando os nossos olhos para a realidade... Isso é impossível... Nem se quiséssemos conseguiríamos. .. Tudo bem que os assuntos dos bares resumem-se a futebol.. mas.. são bares! .... No meu trabalho, falo sobre o meu trabalho... enfim, a vida está aí... E, paralelo a isso, temos um evento mundial acontecendo. .. E para quem gosta de futebol: perfeito!!! .... Pra quem não gosta... ok, que diferença faz? ... A vida não pára... Quero dizer, até que pára durante os jogos.. mas... bom d+!... Trabalhamos tanto. Damos nosso sangue nas empresas.. Bom d+ poder sair mais cedo nos dias de jogo (gostando de futebol ou não!!!). Que tiremos proveito ao menos!
Aisla:
Esse "tire proveito" casa muito bem com o "jeitinho brasileiro" de pensar que está se dando bem.
Você pode curtir a copa e tudo mais, contudo a folga no dia do jogo não supre sua necessidade de melhor salário, condição de trabalho, descanso adequado (durante todo ano), saúde e tudo mais. Entende?
Não é o caso de falar: “Ah, não vou celebrar a copa de futebol, embora seja o esporte que mais gosto, porque está tudo uma merda.” Não é isso! É ser brasileiro também fora da copa. É mobilizar a galera também fora da copa pra melhorar a situação de todos. Se não dá pra mobilizar todo mundo, é tocar mundos. Como tenho dito constantemente – é tocar e transformar mundos particulares em prol do país que não é somente futebol. Ao final das contas, existe vida (não tão racional... mas existe) no Brasil fora da copa.
Dani:
 ..... O futebol é um esporte... O futebol é uma profissão... O futebol é uma paixão...
Por que não, pelo menos de 4 em 4 anos poder reunir a turma e torcer pelo país? ... Está certo que deveríamos torcer pelo país todos os dias... mas nós fazemos isso!... pelo menos eu faço.. Tudo bem que eu não pinto as unhas de azul num dia qualquer fora da época da Copa... Mas eu torço pelo meu país e tenho muito orgulho dele, assim como muitos brasileiros. . Nós apenas não temos a cultura de pendurar bandeirinhas nas janelas dos carros, nas sacadas dos apartamentos. . não temos a cultura de vestir verde e amarelo... a não ser que seja Copa do Mundo.... Mas.. ok... qual o problema disso? ... Não sinto que “ficamos” patriotas e depois da Copa esquecemos o nosso país.... Não vejo dessa forma...
Aisla:
Muita gente odeia os EUA... Mas comparemos:
Quando o garoto entra na escola o pai quer que ele seja um jogador, um esportista. Param a vida pra ver um jogo, até mesmo viajam pra isso. Embora eu não goste de futebol, e tudo mais, não condeno e não acho desnecessário... É a diversão deles... Assim como a copa é importante pro Brasil e o futebol é uma "paixão".
Contudo, o patriotismo deles de fato existe, pois não acaba com o final da partida de esporte. O que não acontece no Brasil. O cidadão dos EUA sabe o hino nacional, conhece a história do seu povo, conhece a política e TEM opinião política. Fazem movimentos públicos... Brigam por seus ideais. São idealistas!
Dani analise ao final dessa copa o que acontecerá. Se o patriotismo perdura de fato. Estamos em ano eleitoral, quantas pessoas que você conhece, tem opinião política? Isso faz parte do patriotismo, do amor à pátria - interesse pela política do país. Falar: "ah, mas os políticos são corruptos!" justifica a falta de patriotismo, ou o desinteresse pelo futuro do país?
Este é um exemplo válido.
Outro ponto: temos vários assuntos polêmicos que são tratados em plenário. Quantas pessoas têm opinião formada sobre tais assuntos?
Dani:
Será que não podemos ter momentos diferentes, fúteis (para alguns), inúteis (para outros) só porque o planeta está um caos? Será que temos que ser assim tão duros? .... Já não basta a dura realidade? ... Não podemos relaxar um pouco?
Aisla:
Só repetindo: A questão não é NÃO ter momentos de distração ... A questão é o brasileiro se juntar em outras situações... O que de fato não acontece.

Dani:
Por que não?
.... O que acho complicado nesses grandes eventos é a questão da verba a eles destinada. Um montante que, com certeza, poderia ser utilizado para outros fins, como o de combater a fome, por exemplo... É revoltante saber que se gastam milhões para reformarem estádios, enquanto poderiam reformar estradas, construir escolas, reconstruir cidades... Mas nem por isso desmereço a necessidade de termos uma boa estrutura esportiva, pois acredito que tudo tem o seu espaço... Eu só acho que os investimentos deveriam ser mais bem distribuídos e que os compromissos deveriam ser sempre cumpridos...
Aisla:
De fato, muitos outros assuntos são deixados de lado.
Dani:
... Bom... mas até lá cada um vai fazendo a sua parte e, durante os jogos vamos todos (ou quase todos) gritar juntos: Vai, Brasil!!!!!! !!!!!!!!!
 
 Aisla:
Inteirando: Não sou contra a copa, nem a galera torcer... Gritar... E tal... Eu sou revoltada com a alienação do povo brasileiro SIM.
Porque essa mobilização só acontece em momentos tais como esse?
Porque não há mobilização em momentos que envolvem o nosso futuro e o futuro de nossas próximas gerações?

Esse é o questionamento!
Um time uma competição de qualquer esporte, alegra/empolga/, mas não é suficiente para dizer que um PAÍS inteiro é CAMPEÃO!
Aí vem a questão da ALIENAÇÃO!
SERÁ QUE A COPA DO MUNDO REALMENTE NÃO PASSA DE UM MOMENTO DE DIVERSÃO?
SERÁ QUE NÃO É UMA ÓTIMA JOGADA DE ALIENAÇÃO?
ATÉ QUE PONTO O BRASILEIRO, DE MODO GERAL, NÃO SE DEIXA MANIPULAR NESSES MOMENTOS DE "PURA DIVERSÃO"?
Não há problema de o país parar na copa... Mas que pare e se movimente em favor de questões IMPORTANTES relacionadas ao futuro de nossa nação.

Enquanto não assumirmos a posição de BRASILEIROS, seremos apenas FIGURANTES nesse circo de horrores.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

"A copa do mundo é nossa...."...a fome, a violência e a desigualdade também....


Vamos cantar? 


'Isso é ritmo de copa...isso é ritmo de copa... Isso é ritmo de copa...isso é ritmo de copa...  
Ha Ha ê hi hi ...quem quer dinheiro?!'



Nem de pão o brasileiro precisa... basta o CIRCO!


IBGE: 35,5% dos brasileiros não têm alimento suficiente.


No Norte, mais de 50% das famílias ainda não comem o que necessitam.

As famílias brasileiras ainda não conseguem escolher sempre os alimentos consumidos: 52% nem sempre conseguem comer o que querem. Outras 12,9% das famílias "raramente" consomem o tipo preferido de comida.

Observação: Não tenho nada contra o evento Copa do Mundo de Futebol. Minha indignação é relacionada a alienação popular durante eventos tais como esse.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Era uma vez um país chamado Brasil...

O Brasil em rítmo de festa!
Carnaval?!
Não!
Copa do Mundo de Futebol!

É quando o brasileiro "fica" patriota.
É quando todos se abraçam ao tão esperado GOL!

Mas...

Catastrofes naturais: "Chuvas no Nordeste deixam pelo menos 38 mortos"
O tráfico continua superando espectativas: "Brasil tem mais de 86 mil presos por tráfico de drogas"
Preconceito: "Preconceito contra homossexuais e ateus em livros religiosos"
Acidentes continuam acontecendo: "Lei seca não evita acidentes nas pistas"
A falta de saúde do brasileiro: "Quase 50% dos brasileiros estão acima do peso"
Jovens sofrem violência: "Jovens desaparecidos em Itabirito/BH"
Acontecem assaltos seguidos de morte: "Motorista assassinado em assalto"
Brasil é desapropriado: "Brasil não sabe quanto de seu território é dominado por multinacionais"
Desmatamento aumentando a passos largos: "Mudança no código florestal aumentará desmatamento"
Inflação SOBE: "Previsão de aumento da inflação em 5,61%"
Fraude em concurso: "PRF tem concurso fraudado"
A miséria persiste: "Mesmo com 'ajuda' do governo as famílias do norte e nordeste continuam abaixo da linha da pobreza extrema"
Estupros não param com a Copa: "Menina estuprada e enterrada viva"

Coisas ruins acontecendo vestidas de verde e amarelo!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Agora é a vez do Futebol - Segue :Texto de Arnaldo Jabor

Povo brasileiro, os seus 'póbremas' acabaram - a Copa do Mundo de Futebol está pra começar, é isso que importa!
Leia o texto abaixo:
Jabor - Gostem ou não, o texto é imperdível!

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade.
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários da bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em

dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos, mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense!

O famoso jeitinho brasileiro.
Em minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro!?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:


O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?


Arnaldo Jabor